Noite passada estava sentado no meu quarto com meu baixo no colo. Enquanto tocava algumas notas, percebi como meu corpo encaixava àquela madeira e absorvia a vibração das cordas.
Depois do banho, meio decepcionado comigo mesmo e sentido o desapontamento no expresso no olhar da minha irmã (e com razão), me veio esta pergunta a mente: COMO ESTÃO SUAS CORDAS?
Pensando nisso, divaguei no que representava pra mim e percebi o quanto a música me é importante, como me sinto bem e como sou grato por poder e saber tocar alguns acordes. Também lembrei-me dos instantes antes, enquanto estava com o baixo ao colo e no cuidado que tenho com meus instrumentos. Reparei que, cuidadosa e religiosamente me sento, com o baixo ao colo e uma flanela às mãos, para limpar suas cordas com intuito de que elas durem mais e produzam um som mais vivo, vibrante. Lembrei de como cordas velhas e enferrujadas machucam os dedos, perdem o timbre, não seguram afinação e por fim acabam estragando uma bela canção.
Assim somos nós, como cordas, e como temos sido cuidados? Será que não estamos velhos, enferrujados, desafinados e só estragando as músicas?
Precisamos ficar no colo de alguém que, com uma flanela às mãos, possa nos cuidar, nos trazer a vida, tirar o ferrugem, e devolver nosso encanto.
Antes de dormir, li um capítulo do livro "O imensurável amor de Deus" de Floyd McClung Jr, e pude visualizar Deus, com a flanela em punho, esperando que eu sossegue um pouco em seu colo, para que possa tornar a executar as melhores canções.
Assim também, te convido a vir comigo a esse colo, que sempre esteve, está e estará preparado para te receber e te cuidar melhor do que eu cuido do meu baixo e do que qualquer pessoa pode te cuidar.

Amém. Ótimo texto, falou muito aqui. Que suas palavras possam abençoar a vida de muitos. beijos
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